Ousar para conseguir crescer
O atual debate do Governo sobre a aceleração do crescimento econômico comprova que nosso país não suporta mais a mediocridade das taxas de 2,5% anuais. Veja que, como a população cresce pouco mais de 1,5% ao ano, seriam necessários quase 90 anos para dobrar o PIB per capita brasileiro.
Recentemente foram criadas condições estruturais favoráveis ao crescimento: temos hoje inflação baixa e declinante e um acréscimo das exportações. Mas, em compensação, temos uma taxa básica de juros ainda muito alta, embora em declínio. Uma carga tributária alta, que sufoca as empresas e ameaça os investimentos das mesmas. O dólar também, que embora baixo, torna os produtos importados mais competitivos, prejudicando nosso mercado.
Toda uma geração parece estar sem futuro diante da falta de trabalho, e as conseqüências podem ser sentidas na violência do dia-a-dia.
Nos últimos 12 anos, o Brasil cresceu 2,4 % ao ano, enquanto o mundo se expandiu a 4%. Observa-se que o mundo passa por uma fase de crescimento do qual nosso país se mantém alheio por conta da ortodoxia da política econômica.
A agenda do investimento e do emprego exige combate frontal às ineficiências da máquina estatal e corte relevante dos gastos públicos e, principalmente, dos juros.
O caminho para o crescimento terá de ser descoberto no mercado de trabalho. Para tanto, o Brasil precisa estar disposto a ousar, ou então nos restará ficarmos acomodados nesta mediocridade.
Escrito por Zé Santana às 14h30
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Obras podem ser prejudicadas por atraso do COPAM
Estou bastante preocupado com o atraso na liberação da licença ambiental das obras do anel rodoviário de BH (conhecido como Rodoanel) e da duplicação da BR-381, no trecho que liga a Capital a Governador Valadares. O projeto encontra-se parado no Comitê de Política Ambiental (COPAM) há meses.
Nosso Estado não pode perder esta oportunidade, pois são mais de R$ 2 bilhões que o Presidente da República está destinando às obras, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E o problema é que o Governo Federal dá prioridade para as obras que estiverem com a sua licença autorizada. Os governos de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, já agilizaram junto aos órgãos de meio ambiente, todas as providências necessárias para as obras dos contornos das respectivas cidades. Com isso, elas saem na frente de Minas Gerais. Se continuarmos nesta lentidão, os recursos para as obras em nosso Estado não serão prioritários.
Em fevereiro último estive com o secretário de Meio Ambiente, Dr. José Carlos Carvalho, que prometeu empenho na liberação da licença.
É importante lembrar que projeto do DNIT vai de encontro com a preservação do meio ambiente, criando inclusive um espaço para áreas preservadas. Portanto, não vejo nenhum motivo para a demora na liberação da licença.
Precisamos diminuir a burocracia, pois o ser humano racional deve ter prioridade. A parte da BR-381 que espera pela duplicação é conhecida como ‘Rodovia da Morte’, devido aos graves e constantes acidentes. A estrada é a recordista de acidentes em Minas. Por isso tudo não podemos mais esperar.
O novo anel rodoviário de BH e a duplicação da BR-381 são as obras do século, não só para Minas Gerais, como também para o Brasil, afinal as mesmas ligarão a Região Norte ao Sul do país. Acesse e veja o projeto completo da obra, com todos os viadutos, trevos e túneis: http://www.deputadojosesantana.com.br/projeto-381.ppt
Escrito por Zé Santana às 15h31
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