Justa homenagem ao ilustre Antônio Ernesto de Salvo
No dia 29 de junho, nosso País perdeu o Dr. Antônio Ernesto de Salvo - presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil por sete mandatos, a partir de 1991.
Prestar homenagem ao ilustre amigo é tarefa gratificante, mas que também exige muito. É gratificante porque sempre o admirei pela excepcional contribuição que deu a nosso País. Mas é exigente porquanto corro o risco de minhas palavras ficaram aquém dos seus méritos, que eram muitos.
Fazendeiro em Curvelo, cidade onde nasceu, Antonio Ernesto administrava a Fazenda Canoas, onde era criador reconhecido pela excelência do rebanho da raça Guzerá. Descendia de linhagens tradicionalmente atreladas às lides do campo, que eram os clãs dos Werna e dos Salvo. Fiel à tradição familiar, desde cedo se dedicou à agricultura e à pecuária, tendo-se diplomado como engenheiro-agrônomo. Deixando os bancos universitários, enveredou pela atividade rural – sobretudo a pecuária, onde se destacou como criador exponencial – e pelas atividades classistas, tornando-se uma das grandes vozes do ruralismo brasileiro.
Em seus 73 anos de vida – ia completar 74 em julho – intensa e profícua foi sua atuação e sua colaboração para tornar a agropecuária brasileira este prodígio de eficiência e qualidade que hoje impressiona todo o mundo.
Foi graças ao descortino de homens como Antônio Ernesto que o Brasil se tornou – quer queiram quer não queiram os concorrentes internacionais e os manipuladores da Rodada Doha – a maior potência rural do mundo. Nosso agronegócio hoje se impõe como fornecedor confiável para um planeta que assinala sempre maior demanda de alimentos, e nossas vendas de “commodities” nos garantem um influxo de divisas de exportação como jamais se viu em toda a História Econômica brasileira.
Ora, esse sucesso se deve aos que, como Antônio Ernesto, nunca se curvaram aos regionalismos, e fizeram sua voz ser ouvida para além dos Grandes Sertões, com extraordinários benefícios para toda a Nação brasileira. É positivo verificar, inclusive, que os méritos do homenageado não passaram desapercebidos em vida: entre as muitas distinções recebidas, ele detinha a do Mérito Pecuário da ABCZ, a da Ordem do Mérito Judiciário do TST e a Comenda da Ordem do Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores.
Dr. Antônio Ernesto Werna de Salvo faleceu em Belo Horizonte, sendo sepultado na sua Curvelo natal. Deixa a viúva Dona Jane – leal companheira e inestimável colaboradora – e três filhos, legatários de suas qualidades de liderança e brasilidade.
Escrito por Zé Santana às 14h41
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