MST está afastado da bandeira da reforma agrária justa
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra há muito está afastado da bandeira da reforma agrária justa, e hoje se empenha no radicalismo para fomentar a intranqüilidade na cidade e no campo.
O MST está passando por cima da Constituição e das leis ao desrespeitar a propriedade privada e ao invadir e saquear glebas produtivas; desafia os direitos individuais ao, não raro, assumir a violência e partir para o desforço físico, como recentemente o fez em Pedro Osório, no Rio Grande do Sul; aceita que seus dirigentes ingressem na marginalidade e sejam condenados pela Justiça; e tolera que, dentre os componentes dos grupos invasores, muitos sejam egressos das zonas urbanas e jamais tenham perfilado nas lides do campo.
Que interesse tem o MST em que seus oponentes diretos, que são a classe ruralista, respondam brilhantemente pela parte do leão nos números do PIB e das exportações? Que interesse tem em que a safra prevista para 2007 seja de 133,4 milhões de toneladas, com um aumento de 14% em relação ao ano anterior, contra um crescimento previsto para o PIB da ordem de 5%? Que interesse tem em que o Brasil seja hoje – graças ao produtor rural – uma das primeiras, se não a primeira potência mundial do agronegócio?
É evidente que o sucesso do País na agropecuária não convém ao MST, como o comprova outro episódio ocorrido também no Rio Grande do Sul, tempos atrás: um cidadão chamado José Bosé – que se denomina “ativista” mas é, na verdade, títere dos agricultores franceses, adversários do Brasil no agronegócio – ateou fogo a plantações de soja, com o beneplácito entusiasmado do MST. Fosse um ruralista brasileiro invadir o território francês e incendiar os vinhedos de Bordéus, e imaginem o que aconteceria: no mínimo, estaria sendo criado um incidente diplomático de graves proporções.
No Brasil, entretanto, as plantações de soja foram queimadas e queimadas ficaram, enquanto o “ativista” Bosé partia, tranqüilo e incólume, cantando vitória e sendo delirantemente aplaudido pelos “ideólogos” do MST.
Escrito por Zé Santana às 11h43
[]
[envie esta mensagem]

|