Precisamos salvar a malha viária brasileira
A tentativa de usuários do setor aéreo de fugir do caos que se instalou nos aeroportos brasileiros, principalmente depois do acidente com o avião da TAM, aumentou consideravelmente o número de passageiros da malha viária, historicamente precária.
De acordo com informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres, o fluxo nas estradas aumentou cerca de 15% nos últimos 10 meses e, com isso, surge o prenúncio do aumento de graves acidentes.
Ao fim de cada feriado a imprensa divulga um balanço dos acidentes e o número de vítimas fatais pelas estradas do país. E todo ano é a mesma coisa. No mês de agosto, o jornal O Tempo trouxe um dado preocupante: “Em um mês, estradas fizeram mais vítimas que as duas maiores tragédias da aviação civil brasileira, quando morreram 354 pessoas”.
Muitas mortes poderiam ser evitadas se os investimentos em infra-estrutura, boas condições gerais e fiscalização das estradas estivessem em dia. Mas, hoje, os recursos estão sendo aplicados quase integralmente em operações emergenciais, como tapa-buracos, que amenizam mas não resolvem o problema.
A ineficiência da fiscalização nas estradas e a falta de responsabilidade de muitos motoristas com a sinalização e a velocidade permitida são outros grandes problemas. Não adianta ter leis se não temos barreiras nem fiscalização. E, mesmo assim, precisamos de leis mais duras e eficazes.
Estou providenciando, junto a Câmara dos Deputados, um estudo sobre a legislação do trânsito brasileiro. É preciso mais rigor. Motoristas imprudentes não podem simplesmente tirar vidas e interromper sonhos de pessoas.
A combinação de uma legislação eficaz e a recuperação e manutenção da malha viária é o que certamente trará a segurança que povo brasileiro precisa e merece.
Escrito por Zé Santana às 14h35
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