A seriedade do apagão
Apesar do Governo afirmar que não existe a possibilidade do racionamento de energia em 2008, é preocupante a estiagem que fez com que neste mês de janeiro o nível das chuvas tenha atingido o mais baixo em 76 anos.
Com as dificuldades registradas pelas chuvas, os problemas de abastecimento de energia que o país poderia registrar em 2009 agora podem ocorrer já este ano. E, apesar dessa preocupação não ser tão grave hoje, é uma advertência.
Já venho falando desse assunto há mais tempo em pronunciamentos e discussões na Comissão de Minas e Energia da Câmara. Decisões consistentes e técnicas precisam ser tomadas logo, senão seremos pegos desprevenimos.
Até hoje não se iniciaram projetos geradores a tempo de entrarem na pauta deste ano. Só em meados de 2007 se realizou a primeira grande licitação para a construção e operação privada da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira – Rondônia. Mas muitas outras usinas de grande porte ainda nem passaram pelo processo de licitação.
Esse problema decorre dos muitos entraves enfrentados para implementar o setor. No PAC estão previstas 25 novas usinas hidrelétricas, mas nove estão com cronograma atrasado em até 16 meses. E uma das causas desta demora é a questão das licenças ambientais.
Sobre isso, aliás, também já ocupei a tribuna da Câmara, quando falei sobre os prejuízos do País em função da má colocação da questão ambiental, e lembrei como as exigências exageradas bloqueiam bons projetos empresariais e emperram o crescimento do País.
O Ibama não pode se ater a filigranas ecológicas em sua concessão de licenças, e precisa atentar para o fato de que saciar a fome de milhões de brasileiros compensa a adoção de medidas de impacto ambiental limitado.
Essas novas usinas precisam ser prioridade, pois enquanto elas não entrarem em operação, o que deve levar de quatro a cinco anos ainda, estaremos sujeitos à falta de energia. E, convenhamos, não seria tão difícil escapar dessa situação e em especial evitar uma crise energética, se houvesse um mínimo de empenho consciente por parte dos responsáveis.
Escrito por Zé Santana às 12h18
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É preciso prudência no trânsito
Num momento de insensatez, o ministro da Justiça Tarso Genro afirmou que a multa aplicada aos infratores deveria ter um valor correspondente ao do bem utilizado na prática da infração. Ele, como advogado e que dizem ser brilhante, não foi feliz em sua declaração.
A idéia da multa no valor do bem é uma desapropriação violenta por parte do Estado, além de infringir o direto constitucional à propriedade.
Veja que a multa tem como objetivo desestimular a infração à legislação, evitando assim o descumprimento das regras de direito. Entretanto, só com a aplicação de multas não conseguimos acabar com a violência no trânsito. E pensar que, confiscando o bem do infrator, acabaremos com esse grave problema é também ilusão.
Para conseguirmos reduzir a violência no transito precisamos de meios de promoção da educação e desenvolvimento social, juntamente com investimentos na área de infra-estrutura.
Atualmente registra-se em fins de semanas normais tantas mortes nas estradas quanto nos feriados, ou até mais. A Policia Federal trabalha com a possibilidade de registrar 60 mortes só na primeira quinzena de janeiro, uma média de quatro por dia.
A falta de educação dos motoristas é a grande responsável pelo excesso de acidentes em nossas estradas. Devemos intensificar o ensino nas escolas e aumentar a rigidez das provas para carteira de habilitação.
O cidadão deve dirigir para ele e para os outros. Enquanto não houver esse entendimento e não perceberem a gravidade do quadro atual, muito gente inocente continuará morrendo nas rodovias.
Escrito por Zé Santana às 12h08
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A participação dos eleitores nas eleições
Foi registrado nos EUA comparecimento de um número recorde de eleitores nesta temporada de eleições primárias americanas. Tradicionalmente, poucos eleitores votavam nas prévias.
Isso é um sinal de que o povo está interessado e de que quer participar da escolha do seu presidente. Nos EUA o voto não é obrigatório, então a manifestação do voto é uma
demonstração clara de democracia e um bom exemplo para ser seguido em nosso país.
Daqui há alguns meses quase todos os eleitores brasileiros vão votar outra vez, desta vez para prefeito e vereador. Precisamos advertir a população para a importância do voto e, mais do que isso, para a importância do voto consciente.
Em recente pesquisa feita pelo Instituto Vox Populi, foi perguntado aos entrevistados o que pretendiam fazer na eleição deste ano, oferecendo cinco opções de respostas: apenas votar; votar e participar ativamente das campanhas; votar e trabalhar na campanha de seu candidato; candidatar-se ou nem sequer votar.
Como era de se esperar, 72% dos entrevistados ficaram com a primeira opção – apenas votar. Mas um dado interessante foi que 21% afirmaram que irão votar e pensar em fazer mais do que isso: 13% que vão “participar ativamente” e 7% que pretendem “trabalhar por seu candidato”.
É uma taxa de participação política elevada e uma prova da maturidade do povo brasileiro, tendo em vista o passado de nosso País. Entretanto, não podemos nos contentar com este número. Precisamos lutar pela conscientização da importância do voto sério, participativo. É preciso que os eleitores vão além da sua obrigação de votar, pesquise e conheça os candidatos, seus projetos e sua atuação. Só assim conseguiremos fazer uma boa disputa e eleger bons representantes.
Escrito por Zé Santana às 17h44
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Sobre a nomeação de pessoas de confiança
Muito me estranha a atitude de alguns parlamentares da oposição criticarem a posição do Presidente Lula de empossar pessoas de confiança nos estados.
Não faz sentido nomear aqueles que fazem oposição ao Governo. No Governo Fernando Henrique foi a mesma coisa, igualmente em todas as outras administrações. É normal que todo governante procure pessoas capazes e de confiança para fazerem parte da sua administração. É assim no mundo inteiro.
A avaliação do atual governo está indo bem, e as pesquisas comprovam que a confiança do povo brasileiro no Presidente está aumentado. Então, sem nada de concreto para fazer uma oposição séria, muitos estão fazendo demagogia.
Prova disso é que nem mesmo a opinião pública tem feito comentários sobre as declarações de alguns deputados da oposição sobre tal assunto.
Escrito por Zé Santana às 16h31
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