Uma homenagem aos 80 anos do “Estado de Minas”
O jornal “Estado de Minas” - autêntico ícone e símbolo do sentimento mineiro - está comemorando oitenta anos de fundação neste mês de março.
Foi no distante ano de 1927 em Belo Horizonte que alguns homens de valor, como Augusto de Lima Júnior, Pedro Aleixo, Mendes Pimentel, Juscelino Barbosa, Milton Campos, Abílio Machado, Orozimbo Nonato da Silva, Daniel de Carvalho e Clemente de Faria, reuniram-se para fundar o jornal “Diário da Manhã”, o qual, com esse nome, funcionou por cerca de um ano. No ano seguinte, veio ele a circular com o título de “O Estado de Minas”, denominação que, sem o artigo definido, conserva até hoje.
Quando funcionava já há dois anos, o jornal chamou a atenção do gênio de Assis Chateaubriand, àquela altura empenhado em consolidar sua obra maior, os Diários e Emissoras Associados. Após negociação, o jornal passou para o controle dos Associados no ano de 1930, e Chateaubriand chamou para participarem daquele esforço de idéias alguns dos mais brilhantes talentos da mineiridade, eram eles: Milton Campos, Tancredo Neves, Pedro Aleixo, Dario de Almeida Magalhães e José Maria Alkmin. Com um time desse gabarito, o “Estado de Minas” assumiu a liderança na imprensa mineira, posto que mantém até hoje, e hoje mais que nunca faz jus ao título de “O Grande Jornal dos Mineiros”.
Depois vieram os continuadores de uma tradição de verdadeira escola de jornalistas de Minas, alguns atuando até hoje: Hermenegildo Chaves, Odair de Oliveira, Geraldo Magalhães, Gonçalo Coelho dos Santos, Roberto Elísio de Castro e Silva, Ney Otaviano Bernes, Teódolo Pereira, Antônio Tibúrcio Henriques, Hélio Adami de Carvalho e Virgílio de Castro Veado. Saudosos colunistas como Wilson Frade e Eduardo Cury, hoje substituídos pelos também competentes Mário Fontana e Helvécio Carlos.
Pessoalmente tive, ao longo desses anos, o privilégio de desfrutar do convívio e amizade de alguns dos dirigentes do “Estado de Minas”. Entre eles, Geraldo Teixeira da Costa, o nosso Gegê, que ingressou no jornal em 1935, e contribuiu para engrandecê-lo durante 30 anos. Também o caro Pedro Agnaldo Fulgêncio, e o dileto amigo Camilo Teixeira da Costa, primeiro Diretor Executivo e depois Diretor Geral, este felizmente ainda entre nós. Estão também sempre conosco, e ainda hoje na ativa, os grandes amigos Édison Zenóbio e Álvaro Teixeira da Costa, o qual é também Presidente do “Correio Braziliense” e vem fazendo um extraordinário trabalho a frente dos Associados.
Nos dias que correm, o “Estado de Minas” é comandado por um grupo de executivos que nada fica a dever aos que os precederam. E a todos eles, meus cumprimentos mais calorosos, e extensivos a cada um daqueles gabaritados jornalistas, técnicos, administradores e demais componentes de seu quadro de pessoal.
Atualmente, o “Estado de Minas” dá emprego direto a 1.300 funcionários. Conta com mais de 65 mil assinantes, e seu cadastro de clientes/anunciantes contabiliza 75 mil nomes.
Poderia parecer que alguns companheiros parlamentares se ressentissem da intensa e constante exposição a que está sujeito, por parte da mídia, o Poder Legislativo brasileiro. No dia a dia, com efeito, poucas das instituições nacionais são enfocadas com tanta freqüência, e com aspecto tão crítico, como o Senado, a Câmara dos Deputados, as Assembléias Estaduais. Somos questionados pelo que fazemos e pelo que deixamos de fazer, somos analisados pelo que pensamos e pelas idéias que não abraçamos, somos acompanhados nas iniciativas e apontados nas omissões. Tal exposição é no entanto extremamente motivadora para aqueles cujo ideal, ao adentrar o Parlamento, consiste em servir ao povo. É esse mesmo povo, aliás, quem nos ensina que “nada tem a temer quem não tem culpa no cartório”. Assim pensando, consideramos sempre bem vindo esse trabalho jornalístico, que encaramos com o respeito que ele faz por merecer. E repito que ele é de valor inestimável para que tenhamos um Brasil transparente, justo, eqüitativo e digno dos brasileiros.
Portanto, ao homenagear o “Estado de Minas” pelos seus oitenta anos de fundação, estou homenageando todos aqueles órgãos e todos aqueles homens empenhados no nobre e difícil ofício jornalístico, em todos os rincões do Brasil. Estou certo de que - tal como o “Estado de Minas” - preocupam-se eles em bem informar e, mais que tudo, em ser o mais idôneo formador de opiniões.
Escrito por Zé Santana às 15h01
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