“Um texto fora do contexto serve para qualquer pretexto” (Umberto Eco)
Fui surpreendido com matérias publicadas nos jornais Folha de São Paulo e Estado de Minas, as quais me envolvem num grupo que atuava em determinadas regiões de maneira não recomendável.
Notícias estas levianas e irresponsáveis, que atentam e agridem a minha honra e meu nome, e as quais não deram nenhuma atenção aos meus argumentos e documentos enviados, que comprovam a minha integridade e me isentam de qualquer ato ilícito. Mas, quanto a isso, já estou tomando as devidas providências nos termos da lei.
Sei que não precisava assegurar meu comportamento aos meus amigos e eleitores dos municípios que tenho a honra de representar no Congresso Nacional. Todos os que me conhecem sabem que durante os meus quase 50 anos de vida pública sempre trabalhei com zelo e seriedade.
As referidas matérias acabaram por misturar inquérito do Ministério Público de Minas Gerais em Governador Valadares - o qual nada tem a ver com a minha pessoa -, e a continuidade dessa apuração pela Polícia Federal constatou irregularidade em outras prefeituras.
Enumero abaixo os esclarecimentos retificadores das informações publicadas recentemente. Ressalto que tenho tudo documentado e disponibilizado em meu site: http://www.deputadojosesantana.com.br .
1º) Alegam que liberei recursos da ordem de R$ 1.000.000,00 (hum milhão de reais) para a Codevasf - Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, e que o Diretor do órgão, Alexandre Isaac Freire foi preso acusado de ser um dos chefes do esquema.
Confirmo que repassei a verba aquele órgão para atender 11 municípios da minha base política, que serão beneficiados com perfurações de poços artesianos e canos, o que certamente diminuirá o sério problema da falta de água naquelas regiões.
Tenho em mãos: ofício do Ministro da Integração Nacional, datado de 30/05/2008, comunicando autorização de celebração de convênios para execução de obras, o qual confirma que tudo foi tratado diretamente com o Ministro Geddel; ofício ao Superintendente da Codesvasf em Montes Claros comunicando quais os municípios – todos da minha base política - a serem beneficiados com a emenda; e oficio da Codevasf, o qual será responsável pela execução das obras, comunicando às providências que estão sendo tomadas.
Quanto ao Sr. Alexandre Freire, ressalto que o conheci quando ainda ocupava um cargo de terceiro escalão na Codevasf, não tendo assim nenhum poder de decisão, conforme declaração do próprio Presidente do órgão em diversas entrevistas concedidas aos veículos de comunicação.
Realmente entrei em contato com ele algumas vezes para tirar alguma dúvida ou buscar alguma informação. Aliás, não vejo problema nenhum pedir informação a um funcionário de determinado órgão público.
Ademais, antes de uma pessoa ser nomeada para qualquer órgão federal, seu nome é investigado pela Agencia Brasileira de Inteligência – ABIN, órgão ligado ao Palácio dos Despachos, o qual tem acesso às informações da Polícia Federal. Logo, quando um parlamentar ou prefeito entra em contato com algum funcionário de determinado órgão, acredita estar falando com uma pessoa correta e honesta.
2º) Afirmam que fui um dos responsáveis pela articulação da liberação das verbas em Ibirité.
Confirmo a minha atuação em favor daquele município. Atendendo a pedido do meu grande amigo Deputado Estadual Dinis Pinheiro, com o qual tenho parceria em vários municípios, tentei a liberação de uma verba junto a Codevasf, a qual foi apresentada por outro parlamentar que não foi reeleito, conforme se pode ver em documento.
O jornal ainda afirma que a referida verba já foi liberada, o que infelizmente não é verdade, conforme se pode ver nos anexos.
Até o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, estranhou determinados comportamentos ao dizer: “Que tipo de terrorismo lamentável. Quem faz isso, na verdade, não é agente público, é gângster”.
Para encerrar, transcrevo abaixo parte do relatório do Procurador Geral da República (documento também disponibilizado em meu site), Antonio Fernando Barros e Silva de Souza – um dos homens mais respeitados do país – o qual me isenta de qualquer ato ilícito:
“Com relação ao Deputado José Santana de Vasconcelos Moreira, a própria autoridade policial reconheceu que os elementos não indicam o envolvimento do Parlamentar com o grupo investigado”. (pág.010 – item 24).