A chance do Brasil
É provável que muitos ainda não tenham se conscientizado devidamente a respeito, mas a verdade é que o mundo de hoje atravessa momento especialíssimo, viabilizando para o Brasil a oportunidade ímpar de nele atuar como partícipe de peso, e não apenas como mero espectador. Referimo-nos à sempre maior demanda, por parte da comunidade internacional, de alimentos, de matérias primas e de produtos energéticos - estes últimos com ênfase no aspecto ecológico e na modalidade dos biocombustíveis - e assinalamos a capacidade efetiva e potencial de nosso País para suprir tal demanda.
O fato é que o Brasil deve ser dos poucos países – talvez mesmo o único - que tem ainda possibilidade real de aumentar consideravelmente sua produção de “commodities”, aí incluído o produto do agronegócio, a exploração de minerais e a geração de produtos energéticos.
É, sem dúvida, uma série de fatores que se conjugam para favorecer nosso País. Somos um dos maiores produtores e exportadores de grãos e de carne; desenvolvemos tecnologia admirável para a produção do etanol a partir da cana de açúcar, como solução ecologicamente correta; ampliam-se nossas reservas de minérios, de petróleo e de gás e – a par da demanda externa – temos um mercado consumidor interno de quase duzentos milhões de pessoas.
Produzimos alimentos e podemos aumentar a produção; fornecemos minérios e podemos implementar o fornecimento; temos recursos energéticos renováveis e não renováveis de incrível magnitude; temos mercado interno consolidado; temos carteira de clientes no exterior que só faz aumentar e mais não aumentará se não o quisermos; temos relativa estabilidade econômica; e desfrutamos de inegável e legítimo regime democrático.
Tudo nos indica o destino – a nós fadado sem ufanismo descabido – de grande potência. Entretanto, atingir tal “status”, agora, só depende de nossa competência.
Escrito por Zé Santana às 15h22
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Singela homenagem a Bernardo Rubinger de Queiroz
Registrei no Plenário da Câmara, com pesar, o falecimento de Bernardo Rubinger de Queiroz, em Belo Horizonte. Ele nos deixou no último dia 2, aos 60 anos de idade, vitimado por um câncer.
Trata-se de enorme perda para todos os que tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Tanto na vida pessoal quanto na vida pública, ele conseguiu demonstrar seu brilhantismo, sua capacidade e as demais virtudes de seu caráter. Virtudes que, aliás, longe de servirem de pretexto à vanglória, sempre foram colocadas a serviço das funções que ele exerceu, bem como daqueles que tiveram o privilégio de desfrutar de sua companhia.
Esse caráter íntegro foi moldado a partir de exemplos encontrados na própria família: o pai, advogado Joseph Borges de Queiroz, e o bisavô, Olympio Borges, ambos com papel destacado na comunidade e na política. Seguindo-lhes os passos, Bernardo Rubinger distinguiu-se na carreira de advogado e teve importante atuação na Assembléia Legislativa e no BDMG. Também participou, como membro fundador, em 1980, do Instituto JK.
Além dessas atividades, desempenhadas com a competência que lhe era peculiar, dedicou-se ainda ao exercício de dois mandatos na Assembléia Legislativa para representar a região do Alto Paranaíba.
No cumprimento desses mandatos, empenhou-se em trazer para o debate as questões de interesse do Estado, bem como em fazer da atividade política um instrumento de melhoria das condições de vida da população.
Bernardo Rubinger de Queiroz deixa inestimável exemplo de vida íntegra, dedicada ao serviço da coletividade. Sua memória permanecerá, como inspiração para todos nós.
Escrito por Zé Santana às 10h54
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Uso de algemas em discussão
A discussão sobre o uso das algemas renasceu com as recentes operações da Polícia Federal, as quais o presidente do Supremo Tribunal Federal classificou de “espetacularização”.
A operação expôs inadequadamente um ex-prefeito a situação constrangedora, ao permitir que fosse veiculada sua imagem sendo preso de pijama. A câmera entrou juntamente com a polícia, dando a entender que a televisão foi chamada para fazer aquela cena – um abuso ao direito de defesa do cidadão.
Torço realmente para que prendam todos os corruptos e condenem a pena máxima os ladrões de dinheiro público, mas não podemos concordar com ações que sirvam apenas para exacerbar o poder da polícia.
O uso de algemas é legítimo dentro da finalidade de impedir, prevenir ou dificultar a fuga ou reação indevida do preso. Entretanto, não é certo usá-las apenas como instrumento de constrangimento abusivo à integridade física e moral do preso.
A atuação da PF contra a corrupção merece total apoio da opinião pública, desde que não exponham de forma ilegal os suspeitos.
É essencial que toda operação seja lastreada numa sólida fundamentação técnica das denúncias e prisões executadas, com a apresentação de provas cabais contra os acusados.
O problema é que certas operações policiais estão debulhando a reputação de alguns cidadãos antes mesmo da prova ser apresentada. E, culpados ou inocentes, uma vez mencionados no escândalo, acabam caindo no descrédito. Lembrando que, para se construir uma imagem demora-se muitos e muitos anos, mas para destruí-la é necessário poucos minutos, dependendo da forma como é feita. E reconstruir é algo muito mais difícil.
Escrito por Zé Santana às 14h11
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