
Lula libera uso de sua imagem para partidos aliados
Noticia que interessa a todos os candidatos que compõem os quadros partidários da base de sustentação do Governo Lula:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liberou o uso da sua imagem nos programas eleitorais e materiais para os candidatos considerados aliados (que estão filiados aos partidos da coalizão que sustenta seu governo).
Mesmo tendo o apoio de partidos da oposição, o candidato da base aliada pode usar a imagem do presidente.
Escrito por Zé Santana às 10h42
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O MST e sua visão prejudicial aos interesses maiores do povo brasileiro
Parece-nos que nossos governantes, por leniência e por equívoco de diretrizes, têm sistematicamente contemplado fatores lesivos à agricultura e à pecuária brasileira, como com respeito à ação do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
Nunca fui contrário à reforma agrária: é a própria Constituição da República que veio reconhecer a necessidade socioeconômica de distribuição das terras improdutivas em favor daqueles que não têm terra. Num País de dimensões continentais, onde a extensão das terras devolutas e de domínio público ainda não foi inteiramente mapeada, decerto que não faltará terra para aqueles que se dispõem a trabalhá-la. É uma questão de justiça sobre a qual, no entanto, movimentos como o MST têm uma visão particularmente tendenciosa e prejudicial ao interesses maiores do povo.
A ação do MST nada mais é que o terrorismo e a guerrilha levados para o campo: a violência é a tônica no comportamento de seus representantes, dos quais seria lícito esperar um mínimo de consenso e entendimento. E os que pensam que exagero, basta que revisem algumas das notícias que sobre o dito movimento têm circulado ultimamente na imprensa brasileira. Vejamos:
- ao invadir, com o uso da força, propriedades produtivas, o MST contabiliza o triste saldo de 50 ações em um só dia, descumprindo determinações da Justiça;
- promove o bloqueio de ferrovias e estradas, e invade hidrelétricas responsáveis pelo abastecimento de regiões como o Nordeste;
- comete crimes ambientais, ao fazer desmatamentos e poluir os recursos hídricos;
- atua com vestimentas e aparatos típicos de guerrilheiros, e com armas de uso privativo das Forças Armadas;
- reedita a tática desonesta e covarde de utilizar mulheres grávidas e crianças, no enfrentamento com as forças de segurança;
- invalida pesquisas que levaram anos a fio para se desenvolver, como no ataque de manifestantes da Via Campesina, movimento ligado ao MST, ao Centro de Pesquisas Horto-Florestal Barba Negra, da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul.
Ao desenvolver tão intensa e nefasta movimentação, o MST põe-se claramente à margem da Lei e da Justiça para – relegando seu suposto objetivo inicial de incentivar a reforma agrária – adentrar pela criminalidade reprovada por nada menos que 76% da população brasileira: recente pesquisa de opinião encomendada pelo IBOPE revelou ser esse o percentual de nossa gente que condena o movimento, e reconhece que ele põe em risco as instituições democráticas. Entende o povo o que todos nós entendemos, que o MST segue o caminho da desordem; desrespeita a ordem constituída; age ao arrepio da lei; desacata decisões judiciais; parte para a luta política extremista; usa da violência contra a população; ignora o direito da propriedade; incentiva os assentados – muitos dos quais jamais foram agricultores – a venderem ou arrendarem ilegalmente seus lotes.
É forçoso reconhecer que o comportamento do Governo brasileiro – longe de garantir o direito dos investidores e dos proprietários rurais – tem sido ambíguo, tolerante e mesmo conivente com a baderna promovida pelo MST. Ao invés de premiar esses manifestantes com prisão, processo e cadeia, nossos governantes fazem vista grossa e ainda favorecem o movimento, como quando, por exemplo, distribuem cestas básicas, patrocinam a realização de seminários e pagam honorários advocatícios para defesa de integrantes de entidades ligadas ao movimento.
São inúmeros os sintomas da complacência e aquiescência governamentais para com esse movimento que, ao que tudo indica, pretende não mais incentivar o assentamento rural, mas constituir-se em partido político. Sem qualquer preconceito de nossa parte, mas apenas preocupados que estamos com a tradição democrática de nosso país: o que será acolher entre nós um partido de guerrilheiros marxistas-leninistas, que em nada contribuem para o desenvolvimento e para a paz social?!
Temos que combater esses atos criminosos, defender os proprietários rurais agredidos e impedidos de se defenderem, combater a violência urbana e rural com a defesa do direito da propriedade, enfrentar a cínica desenvoltura dos marginais eliminando a impunidade de que desfrutam.
Temos, enfim, que fazer valer o preceito da Constituição da República, promovendo a reforma agrária justa, eqüitativa e economicamente benéfica, sem a interferência de grupos armados e delinqüentes.
Escrito por Zé Santana às 10h57
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