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Blog do Zé Santana
 


O fantasma da internacionalização da Amazônia

 

O nosso território amazônico, assim como Reserva Raposa Serra do Sol, há muito atrai a cobiça das nações mais poderosas do planeta. Sob o manto difuso do ambientalismo exacerbado, representantes das mais diversas organizações não governamentais passaram a transitar na Amazônia em missões supostamente assistenciais ou científicas. Numa região em que as fronteiras estão indefinidas, em que silvícolas se recusam a reconhecer sua nacionalidade brasileira apesar de ocuparem nada menos que 60 milhões de hectares de terras brasileiras, essas organizações encontraram terreno propício para seus ardilosos esquemas.

 

O fantasma da internacionalização da Amazônia tem uma sólida espinha dorsal, amparada por poderosos interesses estrangeiros: não é por outra razão que hoje as áreas exclusivas dos índios formam um corredor que começa na Guiana e se estende até a 120 quilômetros de Manaus.

 

Num mundo em que nações como o Iraque são invadidas em nome de inexistentes ameaças à paz mundial, não será paranóia de nossa parte imaginar uma reserva indígena declarando-se independente, e sendo reconhecida pelos grandes do Hemisfério Norte. Por isso mesmo acredito que a disputa acerca da Raposa Serra do Sol afeta a questão de nossa soberania.  E também não será exagero nacionalista imaginar a invasão da Amazônia por fuzileiros americanos, com o pretexto de garantir a liberdade e a democracia dos índios.

 

Autoridades militares já reconheceram que hoje está sendo jogada na Amazônia uma partida geopolítica de fundamental importância. Um General também denunciou recentemente em público a política indigenista do Governo como lamentável, caótica, completamente dissociada do processo histórico de colonização de nosso País, e demandando urgente revisão.

 

Muito certo estão os bravos e dignos militares, para quem o dever de garantir a soberania brasileira sobre 5 mil quilômetros de fronteira é ditado pela própria Constituição. Lamentável é que contra isso se oponha a omissão realmente criminosa de outros setores oficiais.

 

Os 60 milhões de hectares de área amazônica hoje ocupados por reservas indígenas constituem campo fértil para a ação de traficantes, guerrilheiros, garimpeiros ilegais e índios industriados por terceiros. Muitos desses indígenas nem mesmo são silvícolas, mas sim elementos aliciados de outras procedências, sem a característica de tribos nômades, e com perfeito conhecimento do potencial econômico das terras. 

 

Em flagrante inversão de valores e de prioridades, lá já foram encontrados os ditos indígenas como proprietários de carros de luxo, aviões particulares e moderníssimos equipamentos de rádio e telefonia, o que nos leva a raciocinar: estará isso certo, justamente quando o Governo faz o máximo para reduzir a concentração de renda e dar a todos os brasileiros acesso eqüitativo à riqueza nacional? A pergunta merece reflexão.



Escrito por Zé Santana às 11h45
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Sobre a demarcação de Raposa Serra do Sol

 

O Supremo Tribunal Federal deve decidir hoje ação civil pública impetrada pelo governo de Roraima, que não concorda com a demarcação em área contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, homologada por decreto presidencial em 2005.


Acredito que este decreto passou por cima do direito de muitos cidadãos brasileiros, colocando na berlinda a própria questão da soberania nacional.

 

Veja que a demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol se estende por área de 1,7 milhão de hectares, o que corresponde a quase 10% do território de Roraima. Neste mesmo Estado, há outras 32 reservas indígenas que ocupam 46% - quase metade – da área total de Roraima. Isso quer dizer que essa vastidão de ricas terras não pode ser economicamente utilizada para permanecer como patrimônio improdutivo de uma minoria, que muitas vezes é monitorada por interesses de terceiros.

 

Imaginem o volume das riquezas naturais lá concentradas: as reservas de água, as jazidas minerais ainda não de todo cadastradas, o potencial florestal, etc. Pois sobre tudo isso temos os olhos gulosos de grupos estrangeiros que, sob o pretexto de defenderem a natureza amazônica e os direitos dos índios, infiltram-se na região. E essa infiltração se faz sobretudo através de ONG’S com vinculações externas, que subvertem o pensamento dos indígenas, levando-os maliciosamente a crer que não são cidadãos brasileiros.

 

Acontece que a área da Raposa não poderia ser de demarcação contínua porque ali não vivem apenas os grupos indígenas. Lá está radicada numerosa população não índia, graças a cujo trabalho a região tomou novo impulso econômico, com a implantação da rizicultura e do comércio. São brasileiros com direito à terra do mesmo modo que os índios e esses últimos, também brasileiros, devem entender que todos são iguais perante a lei brasileira. Afinal, a pregação tendenciosa de algumas ONG’s, de que existe uma “Nação Ianomani” ou uma “Nação Macuxi”, não pode prevalecer: o que existe é a Nação Brasileira, contra a qual se arquiteta o crime de lesa-Pátria.



Escrito por Zé Santana às 13h54
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