Como anda a qualidade do ensino no Brasil?
Pesquisas divulgadas recentemente sobre o sistema educacional do Brasil causaram-me grande preocupação. É verdade que avançamos significativamente na universalização do acesso à escola, mas ainda hoje perpetua no país a baixa qualidade do ensino. As escolas, tanto públicas quanto privadas, continuem produzindo estudantes incapazes de compreender um texto e fazer um simples cálculo matemático.
Segundo dados do IBGE, mais de 2,1 milhões de estudantes regularmente matriculados, com idade entre sete e 14 anos, podem ser considerados analfabetos. Tendo em vista que esse número corresponde a 87,2% dos 2,4 milhões de analfabetos que o Brasil tem nesta faixa etária, a situação é alarmante.
Pesquisa do CNT/Sensus divulgada pela revista Veja a respeito do grau de consciência de que o ensino vai mal revelou que essa consciência não existe: 90% dos professores se acham muito bem preparados para dar aulas e 89% dos pais com filhos em escolas particulares consideram que eles estão recebendo educação adequada.
Tal pesquisa coincide com estudo realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com jovens de 15 a 19 anos, em cinco países latino-americanos, o qual mostra que a situação do Brasil é grave: 71,6% dos jovens pesquisados estão mal preparados para o mercado de trabalho. Somente o Peru, com 84,7% está em condição pior. Houve, segundo o estudo, aumento da escolaridade no país, mas não tem havido ganho de competitividade do ensino em geral.
Sabemos que a educação é área fundamental para o desenvolvimento de qualquer país, e que a baixa ou falta da qualidade de ensino pode vir a comprometer todas as outras áreas. Por isso, precisamos partir urgentemente para soluções que mudem radicalmente essa triste realidade. A começar pelo orçamento do Governo destinado à educação, que há tempos deixa muito a desejar.
Escrito por Zé Santana às 15h55
[]
[envie esta mensagem]

|