Assegurar estabilidade no emprego para o trabalhador cuja companheira esteja grávida não condiz com a lógica do mercado Causa-me grande preocupação o Projeto de lei em tramitação na Câmara Federal que trata da garantia no emprego para o trabalhador do qual a cônjuge ou companheira esteja grávida. Esta não é a única proposição em pauta que considero inoportuna, mas constitui para mim motivo de preocupação imediata, tendo em vista o efeito prejudicial que pode acarretar para o nosso país, caso venha a ser transformar em norma legal Assegurar estabilidade no emprego para o trabalhador cuja esposa ou companheira esteja grávida não condiz com a lógica do mercado. A grande verdade é que garantir absurda estabilidade aos “nossos maridos grávidos” na base de canetadas, baixando leis repletas de boas intenções, mas sem fundamento prático, irá gerar efeito exatamente contrário. Realmente, a norma irá abortar do mercado de trabalho formal a contratação e participação daquela mão-de-obra masculina jovem, no vigor das condições físicas e mentais, mas também em idade de procriação. O exemplo que precisamos que cada pai dê ao seu filho, que cada cidadão dê aos mais jovens é o da dignidade, o valor do trabalho. Muito mais construtiva do que a presença ociosa em tempo integral em casa ao lado do filho, é a presença não em quantidade, mas em qualidade, que cada pai deve buscar, desde os primeiros dias de vida de seus filhos até sempre. Aquela presença em que se constrói o caráter do filho, que deve estar permeado, entre outras coisas, pelo respeito e a determinação ao trabalho. O nosso país precisa de trabalho, de muito trabalho. Medidas como essa vão contra a cultura que devemos construir. Uma cultura aonde o cidadão busque ser útil a si, a sua família, a sua comunidade e a sociedade em geral, e o faz com o seu trabalho, com a produção e dedicação pessoal de cada um.
Escrito por Zé Santana às 10h08
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