Justa homenagem ao vice-presidente José Alencar
Tenho grande afeto, admiração e respeito pela pessoa do nosso vice-presidente, o mineiro José Alencar Gomes da Silva. Todos aqueles que conhecem a sua conduta como homem público certamente também concordam que ele é um exemplo de determinação, honestidade, sinceridade, ética e coragem, e seguramente uma das mais proeminentes figuras do Brasil. Em recente encontro na cidade de Montes Claros, o governador Aécio Neves prestou uma justa homenagem ao vice-presidente José Alencar durante pronunciamento, o qual já solicitei transcrever nos anais da Câmara e que agora, oportunamente, cito abaixo: Caríssimo José Alencar, eminente homem de Minas e cidadão do Brasil, O protocolo cederá lugar ao afeto, e me dispensa de lhe dar o tratamento cerimonial que a sua posição na alta direção política do Estado brasileiro exige. Neste momento, Alencar, não é o governador de Minas que se dirige a Você, mas o cidadão Aécio Neves da Cunha, investido da delegação de o saudar em nome da gente destas nossas terras: dos vaqueiros das chapadas; dos dispersos montanheses das íntimas e orgulhosas cordilheiras da Mantiqueira à Serra dos Aimorés, que descem à planície em seus degraus das serranias e colinas; dos lavradores das várzeas e dos vales profundos; da Mantiqueira ao Espinhaço; do nosso chão de ferro e ouro; dos pacientes barqueiros dos grandes rios; dos moradores de nossas cidades sagradas, onde os anjos do Aleijadinho confabulam com os súditos de Chico Rei e com os imprudentes seguidores de Joaquim José, o Tiradentes. Dizia Paulo Pinheiro Chagas que os mineiros da Zona da Mata, de onde vem Vossa Excelência, são conservadores e céticos por natureza, porque, sendo agricultores, dependem das chuvas e do sol, enquanto os mineiros do garimpo, livres da ditadura do clima, são ousados e sonhadores por natureza. Na verdade, ao fazer a distinção, ele se referia a Milton Campos, culturalmente da Zona da Mata, e Juscelino, o inquieto visionário de Diamantina. Você, Alencar, contesta o mineiro do Oeste que foi Paulo Pinheiro Chagas. Você pode ter, na reflexão solitária, o ceticismo do mateiro de Muriaé, mas a sua vida pública é a do garimpo, que sabe combinar a argúcia da catação à ousadia no confronto com as intempéries da natureza e do destino. Estamos em Montes Claros, onde você deu o grande salto em sua vida de empresário, associando-se ao rijo sertanejo e homem de letras, que você tanto preza, Luis de Paula Ferreira, para iniciar aqui a grande trajetória de suas empresas. Você foi o homem da Mata que soube levantar horizontes, não para os contemplar, mas para ocupá-los com máquinas e homens. Quem o conhece bem, e julgo conhecê-lo um pouco, sabe que a sua biografia de trabalhador não o impelia ao enriquecimento, ainda que honrado, mas à criação de empregos, à distribuição da dignidade que acompanha os salários. E não se limitou a fazê-lo em Minas: a força do seu fazer se espalhou por todo o país; de suas onze instalações industriais, sete se encontram no Nordeste e uma no sul do país. No momento em que a consolidação de suas empresas, sob a administração da família, deste competentíssimo amigo Josué, lhe permitia o justo usufruto do ócio, você decidiu entregar-se à vida pública. Ganhamos todos! No Senado e na Vice-Presidência da República, bem como no comando da Nação durante as ausências do Chefe de Estado, você tem continuado a honrar este solo de Minas, esta história de Minas, esta dignidade dos mineiros. Ao agradecer-lhe os serviços que tem prestado à nossa Província, seus conterrâneos lhe entregam uma singela lembrança, como modesto incentivo para que prossiga com seu exemplo de vida, com seu patriotismo e com seu trabalho. Aqui, os mineiros escreveram: “Os homens fazem história. Mas só os grandes homens são capazes de pertencer a ela. Ao grande mineiro José Alencar Gomes da Silva, a homenagem de todos os brasileiros das nossas Minas Gerais.” Muito obrigado! Governador Aécio Neves
Escrito por Zé Santana às 15h07
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