A polêmica discussão sobre lista fechada
Uma das pautas de discussão da reforma política é a chamada lista fechada de candidatos para as eleições proporcionais. Mas como se pode falar em lista fechada num país onde a vida partidária é completamente desorganizada? Seria, literalmente, a eliminação do direito de escolha do cidadão e a volta do coronelismo. Os “caciques partidários” fariam uso do partido de acordo com a sua vontade, muitas vezes sem olhar para lideranças expressivas. Na lista fechada, o eleitor perde o direito de escolha do candidato porque ela seria feita de forma leviana e irresponsável. As manobras encontrariam campo fértil, e bastaria negociar com os dirigentes das legendas para ocupar os primeiros lugares das listas. Seria uma prática absolutamente destituída de ética. A maioria dos partidos, principalmente os menores, tem um dono que comanda da maneira que lhe é conveniente. Logo, eles sempre serão os primeiros da lista. Muitos falam que a lista fechada deixa a eleição mais barata, o que é errado, pois irá facilitar e aumentar a corrupção. Também falam em colocar o deputado como candidato nato. Isso iria prejudicar os novatos, muitas vezes candidatos significativos, que ficariam sem chances de se eleger. Iria, principalmente, perpetuar aqueles deputados com currículos não muito desejáveis. Isso não é democracia. Ao fazerem a lista, também falam em considerar apenas os votos da última eleição. Mas e o que o eleito fez durante os quatro anos de mandato, não conta? Se o parlamentar realizou um trabalho significativo nesse período, certamente conquistará merecidamente mais votos no próximo pleito. Isso é democracia.
Escrito por Zé Santana às 10h37
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